Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

A euforia do futebol

 

Não sei porque tanto atacam a euforia da selecção de futebol!

Permitam que, pelo menos, por alguns momentos a alegria se contagie e não admitiam que a contaminação dos comentários catastróficos induzam num clima de desgraça e pessimismo.

Afinal o que querem as pessoas? Saber do preço do petróleo? Das greves?

Do que se queixam? Do optimismo ou do pessimismo? Onde esta a liberdade que tanto desejamos?

Deixem as pessoas desanuviar e por momentos calem essa matraca que está sempre pronta a criticar seja o que for

Poupem-me dessas criticas desmesuradas!

Viva a alegria e que cada um usufrua essa alegria da forma que melhor entender. Pelo futebol  pela "treta" ao telemovel ou até pelos saldos.

De advogados do diabo estamos cheios Venha lá Belzebu entender as pessoas!

 

 

Viva Portugal no seu melhor! No pior, depois veremos! 


publicado por dulci às 11:45
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Nightwish





Estou tã contente!!!

Amanhã é dia de ver Nightwish
música: Amaranth
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publicado por dulci às 10:32
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

A fronteira

A fronteira


 

 

Balançaste entre seguir e recuar.

O sonho empurrou, a ilusão afastou.

Tufão de avanços e recuos cambalearam.

O tempo persistiu malfeitor e seguiste-o.

 

Não conseguiste escolher.

Se tivesses decidido, o tempo tinha amainado.

As bambinelas deixariam de bulir.

A chuva continuaria mas as lágrimas aclarariam.

 

Porque não decidiste a tempo?

Podias ter escolhido, avançar ou recuar?

Planeaste pensar mais uma vez

Determinaste avançar e recuar.

 

Quiseste apreciar a intempérie.

Querias o sol, a chuva, o vento e a trovoada.

Tu que até foges do vento, da trovoada tens medo

Do sol e da chuva só furtivo

 

Não alcançaste que tudo tem um tempo

Que avanços e recuos te manteriam no marco.

Que assim atropelarias quem pretendia seguir.

E a luz se apagaria

 

Se, ao menos, tivesses recuado!

Não tinha experimentado as lágrimas

A tua libré não tinha encarado

E a tua dubiedade nunca avaliaria

 

Agora, apesar de seguires, encontras o chão molhado

As lágrimas não limparam nada.

Irreais, doces e não salgadas.

Derribaste-me enquanto decidias.

 

Mas nunca me contaste porque bamboleaste.

Nunca me adiantaste porque recuaste só quando caíste.

Nunca me esclareceste tal luz! Nunca.

música: Luz
sinto-me: Leve

publicado por dulci às 10:41
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008



Que confusão...estar só com alguém!
música: die alive - tarja
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publicado por dulci às 11:42
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Razão

Todos a pretendem e ninguém a busca

Todos a sonham e ninguém a concretiza

Todos a planeiam e ninguém a concede

Todos a honram e ninguém a consagra

Todos a habitam e ninguém a associa

Todas a consomem e ninguém a sustenta

Todos a capturam e ninguém a recolhe

 

Será que existes mesmo?

 

Porque indicas que dois mais dois são quatro?

Porque enuncias que o que é branco é branco?

Porque revelas que o mar é azul?

Porque declaras que a vida é assim?

Porque esclareces que é um facto?

 

Enroscas-te num torvelinho de conveniência

Tapas os olhos, persuades e atacas.

És egoista razão! Só o que tu declamas é verídico.

 

sinto-me:
música: the reign - tarja
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publicado por dulci às 11:21
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Por favor, não se intitulem inteligentes e independentes!

“Actualmente as mulheres são mais independentes e inteligentes.”

É esta a frase que escuto diariamente e me conduziu a escrever este post.

 

O que é uma mulher inteligente e independente? É a auto-afirmação de um título? É possuir uma ocupação exterior à casa? É estar sozinha? É fazer o que lhe apetece? Qual é a diferença entre estas mulheres e as de antigamente?

 

As de hoje têm habilitações superiores, uma carreira profissional, habitam sozinhas, são capazes de dizer não a um relacionamento de vários anos e seguirem em frente com todos os problemas intrínsecos, criam os filhos sozinhas (no horário disponível), sabem algumas coisas de cultura geral e por fim têm uma vida social (jantares, bares, etc.).

 

As de antigamente tinham menos habilitações, um emprego de 16 horas ou mais (a vida doméstica), não diziam não a um relacionamento pois decidiam-se pelo sacrifício a fim de enaltecer as questões sociais e familiares, educavam os filhos sozinhas e não eram necessários locais para os deixar, sabiam acudir a todos os problemas de saúde ou do dia-a-dia, fruíam um saber de gerações e por fim tinham uma vida social (o chã ou a conversa com as amigas).

 

O que torna as mulheres de agora mais inteligentes?

A inteligência é a capacidade do ser humano para resolver, planear e compreender ideias e aprender com a experiência, estando de fora deste conceito a criatividade e a personalidade. Não encontro, nas mulheres de hoje, mais competência nestas características. Se actualmente temos capacidade para resolver, planear e compreender conceitos de beleza, engenharia, medicina ou de argumentação antigamente tinham a mesma capacidade para conceitos como culinária, educação, saber ouvir, musica, lavores, etc.

 

E mais independentes?

Independência significa controlar a própria vida nas decisões económicas e emocionais.

Será que é mesmo isso? Alguém é independente nas decisões económicas ou relacionais?

Os empregos sãos escassos. As relações cada vez são mais exigentes e mutáveis.

Fazemos o que queremos? Não, escolhemos dentro do que nos é facultado o menor mal? Residimos, como outrora, dependentes de uma sociedade.

 

As mulheres de hoje sabem escolher um vinho (as que sabem), as de antigamente sabiam fazer um chã, as mulheres de hoje sabem conversar as de antigamente sabiam ouvir, e não cessariam os exemplos.

 

Só vejo duas diferenças, as mulheres de hoje, batem com a porta quando acham necessário e lhes é possibilitado e pronunciam o que lhes apetece. Está aqui a inteligência e a independência?

Se isto é inteligência expliquem-me a diminuição da saúde mental?

 

Melhor seria dizer que as mulheres de hoje são diferentes, isto seria o bastante.

música: bem vindo ao passado, revistados
sinto-me: confusa

publicado por dulci às 17:40
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

44 anos!

 

 

Anos que passaram ora a voar ora a passo de caracol!

Alguém me dizia: o que te falta?

Pois bem chegou o momento de avaliar!

Anos e anos em busca do saber

Anos e anos devotados ao amor de uma família

Anos e anos a delinear e materializar projectos.

Realmente visto desta forma, não me faltou nada

Nem diplomas, nem filhos fantásticos, nem viagens, nem bens materiais.

Até trabalho, sexo e reconhecimento nunca faltou

Faltou-me isto,

 

O céu iluminava-se de púrpura, seguidamente de dourado e logo escarlate. Abatia-se sobre a areia alva a chuva pertinaz e impetuosa. Ao fundo, o mar acoitava a contemplação. Os relâmpagos delimitavam o território e afogueavam o palco. A chuva e o calor da noite confundiam-se no corpo numa impressão descuidada e afável. A melodia aligeirava o coração, explodia nos ouvidos e ampliava o temor e o olhar. Sentia os olhos esmiuçados de tanto decidir apreciar, o coração a trepidar de aparvoamento e a pele humedecida de prazer.

 

Tenho tanta pena que apenas tenhas dito, é giro!

  

Lembras-te dos locais que percorrias só para me sustentares o sonho. As praias de areia branca que visitamos, os jantares que preparamos e os jogos que jogávamos.

Recordas-te dos dias, das horas e dos minutos que contávamos para que ele chegasse e reparasse nas boninas, na vestimenta ou naquilo que tínhamos aprendido.

Lembras-te dos deleites sexuais que desvendávamos, do som e do toque que queríamos abarcar e das singularidades que intimávamos.

Lembras-te dos planos que fazíamos para descobrir o que mais lhe agradava.

Nunca os conheci, quando chegava à altura só o fisico se produzia porque o aroma era vazio, o tacto agreste, o sabor amargo, o olhar longínquo e o som ténue. Estava sempre ocupado com algo!

 

Tenho tantas saudades dos nossos sonhos, pelo menos sonhava,

 

Agora até tenho tudo mas cada vontade no seu tempo e o meu já passou.

música: quem me leva os meus fantasmas
sinto-me: calma

publicado por dulci às 11:26
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

sonho

Vamos fazer uma viagem?

Quero descansar.

Quero estar sozinho contigo.

Quero andar nu no quarto.

Quero jantar numa tasquinha contigo.

Quero sentir o calor da praia.

Quero fazer amor quando me apetece.

 

Tanto quero!

E eu o que quero?

Quero, apenas, sonhar que quero isso tudo.

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publicado por dulci às 11:38
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Porquê?

Porque não percebes? Porque não entendes?

Não. Não percebo nem compreendo!

 

Porque não fazes um esforço? Tenta!

Não percebo o que nunca me explicaste.

 

Porque queres perceber o que não é compreensível?

Só quero perceber o que me propõem sem justificação.

 

Porquê? Se eu já te expliquei

Não, não explicaste. Comunicaste.

 

Porque não esclareces o que queres?

Perdi a capacidade de decidir.

 

Porquê? Não és dona de ti?

Com interferências na minha existência, não.

 

Porque dizes que intervêm?

Porque estou triste sem ter feito nada para tal mágoa.

música: mundos mudos
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publicado por dulci às 11:18
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

O maior insulto de sempre

 

Saboreamos o que comemos, tacteamos o que tocamos, cheiramos o que perfuma, mas, engraçado, não ouvimos e vemos aquilo que dizem ou nos mostram mas sim o que queremos ouvir e olhar.

 

A meio e em continuidade de uma conversa pergunto-lhe como era a pessoa que tanto gostava e ao qual a pessoa responde:

- É uma pessoa muito parecida contigo até tem o teu nome, a tua idade e faz anos um dia antes de ti.

Curiosa de tal coincidência, insisti em mais pormenores aos quais me respondeu:

- Essencialmente, é organizada e tem um bom nível de cultura geral e conhecimento, assim como tu.

Foi a insistência do “assim como tu” que me despertou a curiosidade. O conhecimento não se adquire a ler umas coisas ou a ver uns programas, são anos e anos de dedicação. O que me falta a mim saber! Assim o tempo me o permitisse!

 

Não vou deambular pela forma como pude avaliar a comparação quero, simplesmente, dizer que uma pessoa que não sabe distinguir o Dubai do Kinshasa, nunca leu uma obra literária, não sabe o significado de verosímil, não sabe diferenciar o copo de vinho tinto do branco, não sabe a diferença entre Heavy Metal e  Hip hop, escreve acessor em vez de assessor,  não sabe os filmes mais nomeados, não sabe o que é o Windows e até pergunta onde fica o Dubai e como se é capaz de levar os filhos para lá  passar férias, não pode ser detentora de conhecimento em “cultura geral”.  

Será que cultura geral é sinónimo de ler umas coisitas, é indiferente se é a Maria, a Lux, a Exame, a Super interessante, o Diário da minha paixão ou os Cisnes Selvagens, Paulo Coelho ou William Golden?

Será que cultura geral é explanar qualquer assunto quando o seu interlocutor sabe menos e se entusiasma com o que escuta?

 

Será que a imagem da pessoa somos nós quem a formamos da forma como desejaríamos que fosse e assim a vemos e ouvimos?

 

Que grande insulto ao conhecimento!

sinto-me: desiludida

publicado por dulci às 14:37
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