Não sei porque tanto atacam a euforia da selecção de futebol!
Permitam que, pelo menos, por alguns momentos a alegria se contagie e não admitiam que a contaminação dos comentários catastróficos induzam num clima de desgraça e pessimismo.
Afinal o que querem as pessoas? Saber do preço do petróleo? Das greves?
Do que se queixam? Do optimismo ou do pessimismo? Onde esta a liberdade que tanto desejamos?
Deixem as pessoas desanuviar e por momentos calem essa matraca que está sempre pronta a criticar seja o que for
Poupem-me dessas criticas desmesuradas!
Viva a alegria e que cada um usufrua essa alegria da forma que melhor entender. Pelo futebol pela "treta" ao telemovel ou até pelos saldos.
De advogados do diabo estamos cheios Venha lá Belzebu entender as pessoas!
Viva Portugal no seu melhor! No pior, depois veremos!
Balançaste entre seguir e recuar.
O sonho empurrou, a ilusão afastou.
Tufão de avanços e recuos cambalearam.
O tempo persistiu malfeitor e seguiste-o.
Não conseguiste escolher.
Se tivesses decidido, o tempo tinha amainado.
As bambinelas deixariam de bulir.
A chuva continuaria mas as lágrimas aclarariam.
Porque não decidiste a tempo?
Podias ter escolhido, avançar ou recuar?
Planeaste pensar mais uma vez
Determinaste avançar e recuar.
Quiseste apreciar a intempérie.
Querias o sol, a chuva, o vento e a trovoada.
Tu que até foges do vento, da trovoada tens medo
Do sol e da chuva só furtivo
Não alcançaste que tudo tem um tempo
Que avanços e recuos te manteriam no marco.
Que assim atropelarias quem pretendia seguir.
E a luz se apagaria
Se, ao menos, tivesses recuado!
Não tinha experimentado as lágrimas
A tua libré não tinha encarado
E a tua dubiedade nunca avaliaria
Agora, apesar de seguires, encontras o chão molhado
As lágrimas não limparam nada.
Irreais, doces e não salgadas.
Derribaste-me enquanto decidias.
Mas nunca me contaste porque bamboleaste.
Nunca me adiantaste porque recuaste só quando caíste.
Nunca me esclareceste tal luz! Nunca.
Todos a pretendem e ninguém a busca
Todos a sonham e ninguém a concretiza
Todos a planeiam e ninguém a concede
Todos a honram e ninguém a consagra
Todos a habitam e ninguém a associa
Todas a consomem e ninguém a sustenta
Todos a capturam e ninguém a recolhe
Será que existes mesmo?
Porque indicas que dois mais dois são quatro?
Porque enuncias que o que é branco é branco?
Porque revelas que o mar é azul?
Porque declaras que a vida é assim?
Porque esclareces que é um facto?
Enroscas-te num torvelinho de conveniência
Tapas os olhos, persuades e atacas.
És egoista razão! Só o que tu declamas é verídico.
“Actualmente as mulheres são mais independentes e inteligentes.”
É esta a frase que escuto diariamente e me conduziu a escrever este post.
O que é uma mulher inteligente e independente? É a auto-afirmação de um título? É possuir uma ocupação exterior à casa? É estar sozinha? É fazer o que lhe apetece? Qual é a diferença entre estas mulheres e as de antigamente?
As de hoje têm habilitações superiores, uma carreira profissional, habitam sozinhas, são capazes de dizer não a um relacionamento de vários anos e seguirem em frente com todos os problemas intrínsecos, criam os filhos sozinhas (no horário disponível), sabem algumas coisas de cultura geral e por fim têm uma vida social (jantares, bares, etc.).
As de antigamente tinham menos habilitações, um emprego de 16 horas ou mais (a vida doméstica), não diziam não a um relacionamento pois decidiam-se pelo sacrifício a fim de enaltecer as questões sociais e familiares, educavam os filhos sozinhas e não eram necessários locais para os deixar, sabiam acudir a todos os problemas de saúde ou do dia-a-dia, fruíam um saber de gerações e por fim tinham uma vida social (o chã ou a conversa com as amigas).
O que torna as mulheres de agora mais inteligentes?
A inteligência é a capacidade do ser humano para resolver, planear e compreender ideias e aprender com a experiência, estando de fora deste conceito a criatividade e a personalidade. Não encontro, nas mulheres de hoje, mais competência nestas características. Se actualmente temos capacidade para resolver, planear e compreender conceitos de beleza, engenharia, medicina ou de argumentação antigamente tinham a mesma capacidade para conceitos como culinária, educação, saber ouvir, musica, lavores, etc.
E mais independentes?
Independência significa controlar a própria vida nas decisões económicas e emocionais.
Será que é mesmo isso? Alguém é independente nas decisões económicas ou relacionais?
Os empregos sãos escassos. As relações cada vez são mais exigentes e mutáveis.
Fazemos o que queremos? Não, escolhemos dentro do que nos é facultado o menor mal? Residimos, como outrora, dependentes de uma sociedade.
As mulheres de hoje sabem escolher um vinho (as que sabem), as de antigamente sabiam fazer um chã, as mulheres de hoje sabem conversar as de antigamente sabiam ouvir, e não cessariam os exemplos.
Só vejo duas diferenças, as mulheres de hoje, batem com a porta quando acham necessário e lhes é possibilitado e pronunciam o que lhes apetece. Está aqui a inteligência e a independência?
Se isto é inteligência expliquem-me a diminuição da saúde mental?
Melhor seria dizer que as mulheres de hoje são diferentes, isto seria o bastante.
Anos que passaram ora a voar ora a passo de caracol!
Alguém me dizia: o que te falta?
Pois bem chegou o momento de avaliar!
Anos e anos em busca do saber
Anos e anos devotados ao amor de uma família
Anos e anos a delinear e materializar projectos.
Realmente visto desta forma, não me faltou nada
Nem diplomas, nem filhos fantásticos, nem viagens, nem bens materiais.
Até trabalho, sexo e reconhecimento nunca faltou
Faltou-me isto,
O céu iluminava-se de púrpura, seguidamente de dourado e logo escarlate. Abatia-se sobre a areia alva a chuva pertinaz e impetuosa. Ao fundo, o mar acoitava a contemplação. Os relâmpagos delimitavam o território e afogueavam o palco. A chuva e o calor da noite confundiam-se no corpo numa impressão descuidada e afável. A melodia aligeirava o coração, explodia nos ouvidos e ampliava o temor e o olhar. Sentia os olhos esmiuçados de tanto decidir apreciar, o coração a trepidar de aparvoamento e a pele humedecida de prazer.
Tenho tanta pena que apenas tenhas dito, é giro!
Lembras-te dos locais que percorrias só para me sustentares o sonho. As praias de areia branca que visitamos, os jantares que preparamos e os jogos que jogávamos.
Recordas-te dos dias, das horas e dos minutos que contávamos para que ele chegasse e reparasse nas boninas, na vestimenta ou naquilo que tínhamos aprendido.
Lembras-te dos deleites sexuais que desvendávamos, do som e do toque que queríamos abarcar e das singularidades que intimávamos.
Lembras-te dos planos que fazíamos para descobrir o que mais lhe agradava.
Nunca os conheci, quando chegava à altura só o fisico se produzia porque o aroma era vazio, o tacto agreste, o sabor amargo, o olhar longínquo e o som ténue. Estava sempre ocupado com algo!
Tenho tantas saudades dos nossos sonhos, pelo menos sonhava,
Agora até tenho tudo mas cada vontade no seu tempo e o meu já passou.
Vamos fazer uma viagem?
Quero descansar.
Quero estar sozinho contigo.
Quero andar nu no quarto.
Quero jantar numa tasquinha contigo.
Quero sentir o calor da praia.
Quero fazer amor quando me apetece.
Tanto quero!
E eu o que quero?
Quero, apenas, sonhar que quero isso tudo.
Porque não percebes? Porque não entendes?
Não. Não percebo nem compreendo!
Porque não fazes um esforço? Tenta!
Não percebo o que nunca me explicaste.
Porque queres perceber o que não é compreensível?
Só quero perceber o que me propõem sem justificação.
Porquê? Se eu já te expliquei
Não, não explicaste. Comunicaste.
Porque não esclareces o que queres?
Perdi a capacidade de decidir.
Porquê? Não és dona de ti?
Com interferências na minha existência, não.
Porque dizes que intervêm?
Porque estou triste sem ter feito nada para tal mágoa.
Saboreamos o que comemos, tacteamos o que tocamos, cheiramos o que perfuma, mas, engraçado, não ouvimos e vemos aquilo que dizem ou nos mostram mas sim o que queremos ouvir e olhar.
A meio e em continuidade de uma conversa pergunto-lhe como era a pessoa que tanto gostava e ao qual a pessoa responde:
- É uma pessoa muito parecida contigo até tem o teu nome, a tua idade e faz anos um dia antes de ti.
Curiosa de tal coincidência, insisti em mais pormenores aos quais me respondeu:
- Essencialmente, é organizada e tem um bom nível de cultura geral e conhecimento, assim como tu.
Foi a insistência do “assim como tu” que me despertou a curiosidade. O conhecimento não se adquire a ler umas coisas ou a ver uns programas, são anos e anos de dedicação. O que me falta a mim saber! Assim o tempo me o permitisse!
Não vou deambular pela forma como pude avaliar a comparação quero, simplesmente, dizer que uma pessoa que não sabe distinguir o Dubai do Kinshasa, nunca leu uma obra literária, não sabe o significado de verosímil, não sabe diferenciar o copo de vinho tinto do branco, não sabe a diferença entre Heavy Metal e Hip hop, escreve acessor em vez de assessor, não sabe os filmes mais nomeados, não sabe o que é o Windows e até pergunta onde fica o Dubai e como se é capaz de levar os filhos para lá passar férias, não pode ser detentora de conhecimento em “cultura geral”.
Será que cultura geral é sinónimo de ler umas coisitas, é indiferente se é a Maria, a Lux, a Exame, a Super interessante, o Diário da minha paixão ou os Cisnes Selvagens, Paulo Coelho ou William Golden?
Será que cultura geral é explanar qualquer assunto quando o seu interlocutor sabe menos e se entusiasma com o que escuta?
Será que a imagem da pessoa somos nós quem a formamos da forma como desejaríamos que fosse e assim a vemos e ouvimos?
Que grande insulto ao conhecimento!
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